Resenha – Cidades de Papel

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Olá estranhos! No último dia 9, chegou às telonas a adaptação de Cidades de Papel. A história é sobre Quentin Jacobsen, um adolescente no final do colegial, apaixonado por sua vizinha, Margo Roth Spielgeman. E a história é basicamente isso mesmo, sem muito de especial, mas calma que nem tudo está perdido… CONFIRA A RESENHA!

Pra resumir a história: Quentin é um nerd, que vive monotonamente sua vidinha toda planejada. Desde criança ele é apaixonado por sua “incrível” vizinha Margo. E o amor dele é literalmente platônico. Você talvez não conheça a definição correta de “amor platônico”…

  • O termo “platônico” remete ao filósofo Platão, ou seja, é um amor idealizado, por algo que você imagina, não necessariamente o que é de verdade. Então “amor platônico” não é aquele amor correspondido, ou distante, ou impossível. (Agora repensem seu amores aí)

Margo é conhecida como uma garota de “feitos incríveis”, todos a veem como uma entidade ou algo assim. Ela, obviamente, é a garota mais popular do colégio, namora o valentão, tem várias amigas, é a mais bonita, rainha do baile, etc. E esse é um ponto onde o autor, apesar de se dizer tão incomum, cai no clichê de filme da Sessão da Tarde (me entendam antes de quererem raptar meu gato, matar minha família e tacar fogo na minha casa, CALMA!). Quantas vezes já ouvimos essa história? O nerd que se apaixona pela garota popular ou vice-versa.

Ela então resolve dar uma sacudida nas coisas. Depois de sair para uma noite de zoeira com nosso herói Quentin, Margo desaparece. Mas segundo seus pais e toda a sua fama, isso já é comum. MAS o nosso protagonista decide encontrá-la, e isso se torna uma questão quase que vital para ele.

Gente, ele é muito obcecado. Desculpa.

Sobre o livro: eu gostei muito dele. Até o final. Eu achei que Green não soube terminá-lo. E eu demorei bastante pra ler, o meio se arrasta tanto… Mas a construção dos personagens em cima da base “clichê” foi boa. Quentin e Margo são absurdamente inteligentes. Minha nota seria 5, pra ser bem generosa.

Agora sobre o filme…

Eu adorei a escolha do elenco, Nat Wolff é perfeito para o “nerd comum” que o Quentin é.

Já a Cara Delevigne(sou suspeita pra falar por ser fã dele já a muito tempo) ELA É A MARGO. Enquanto lia o livro, conseguia visualizar a Cara fazendo todas as “coisas incríveis” que Margo Roth Spielgeman faz. Ela tem aquele ar de “menina moleque”, combinou perfeitamente.

E dava pra notar a boa interação entre todo o elenco, que conta também com Austin Abrams (Ben), Justice Smith (Radar) e Halston Sage (Lacey), parece que eles viraram bem amigos durante as gravações, e isso é muito positivo para o resultado final, funciona na tela.

E não, o filme não foi perfeitamente fiel ao livro como a primeira adaptação do Green (A Culpa É das Estrelas), tem muitas diferenças. Algumas bem sutis, que nem fizeram diferença, e outras bem gritantes. Uma das piores foi o fato de deixarem bem claro que são vizinhos de frente, quando no livro é destacado que são vizinhos de lado (o que me deixa confusa sobre como ela subiu na janela do quarto de Quentin… mas ok). Também tiveram diferenças que tiraram aquela enrolação toda que o livro tem, como a redução das tarefas de Margo (que no livro são 12).

E isso é o melhor do filme: ELES CONSERTARAM O LIVRO! Cortaram muitas coisas que deixaram a história mais dinâmica e divertida. Deram um final decente e ressaltaram pontos muito sutis da história que mereciam mais destaque (como a amizade dos garotos).

Pra mim, a cena cortada que mais fez falta foi o momento que Quentin sai do colégio (último dia de aula, ele joga todos seus materiais fora e sai correndo). Foi o único trecho que me trouxe algumas lágrimas aos olhos. Mas infelizmente, esse trecho não se encaixaria tão bem por causa dos cortes.

A história tem traços muito fracos de romance (bem diferente do que Green escreve). E na minha opinião, uma dose um pouco maior de “amorzinho” faz falta para o equilíbrio de uma história (essa falta pode não funcionar com uma parcela do público). Mas tem um pouco daquele mistério descrito na célebre frase do livro:

“Margo gostava tanto de mistérios, que acabou se tornando um.”

Mas o humor é o que não falta. Vamos falar de Ben? Ele recebeu bem mais destaque do que no livro, e ficou fantástico!

Ele é a chave das piadas de boa parte das cenas. Junto com ele, Radar também recebeu bem mais importância, trazendo consigo a namorada, Angela, que no livro nem é muito citada. E é nessa mudança que a amizade entre eles tem muito mais expressão.

Tem também uma surpresinha muito legal para quem é fã dos livros do Green, mas eu não vou contar poque eu acho que isso vale a pena verna hora (e eu nem achei um gif dessa cena, para vocês verem como foi mesmo surpreendente).

Para finalizar a crítica… O PIOR ERRO DE GREEN: o dia do lançamento. Querido, no dia 9 todos os olhares estavam voltados para a SDCC. (Tanto que este post não foi lançado antes por causa da convenção) Poderia ter esperado mais um pouquinho, teria mais expressão.

Sem mais delongas, a adaptação de Cidades de Papel recebe uma nota 7. SIM, este filme foge da regra geral das adaptações e é melhor que o livro. Começou mal por vir de uma história já não muito boa, mas ganhou por destacar o que importa, pelo elenco e por ter consertado o final.

Veja abaixo um trailer do filme:

Paper Tows estreou dia 9 de junlho nos cinemas brasileiros. O filme é uma adaptação do romance de John Green, com direção de Jake Schreier.

3 pensamentos sobre “Resenha – Cidades de Papel

  1. Pingback: Resenha – A Culpa é das Estrelas | The Amazing Nerd

  2. Pingback: John Green assina acordo de exclusividade com a FOX | The Amazing Nerd

  3. Eu adorei ler essa historia, eu gostei quase tanto quanto A CULPA É DAS ESTRELAS. Me fez pensar em muitas coisas da vida e mudar minhas perspectivas de vida, tudo parece tão diferente depois de ler ele. É um livro que (particularmente) me apaixonei e recomendo a todos. Adorei seu blog, já deixei em meus favoritos.

    Meu blog: http://www.umcontainer.com

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